O espetáculo AGDA, inspirado em um conto da escritora Hilda Hilst é mais um fruto da sólida e produtiva parceria entre o Grupo Matula Teatro e a Boa Companhia.
O espetáculo Agda estreou em março de 2011, durante o evento O Feminino O Verso e a Cena, uma co-produção do Grupo Matula Teatro, Boa Companhia, Sesc Campinas e Instituto Hilda Hilst. Desde então, tem circulado por diversos estados brasileiros.
Em 2011 recebeu indicação do PRÊMIO CPT – MELHOR ESPETÁCULO DO INTERIOR.

O espetáculo Agda é uma adaptação do conto homônimo de Hilda Hilst.

A história da mulher que rompe tabus e provoca a ira da comunidade onde vive serve de metáfora para uma reflexão sobre o mundo contemporâneo, cuja lógica mercantilista e violenta não dá espaço à gentileza e ao cuidado, próprios do feminino.

Para isso, a encenação serve-se de elementos de teatro e dança, transitando entre a prosa e a poesia, em um delicado jogo de construção e desconstrução de imagens e personagens.

O espetáculo Agda aborda questões fundamentais da existência humana, como a finitude da vida e a aparente incompatibilidade entre os desejos do corpo e do espírito, entre o sagrado e o profano.

O elenco representa os personagens femininos e masculinos – numa escala arquetípica, anima e animus – personificando essas duas energias opostas e complementares que compõem todo ser humano.

A voz feminina, lírica e angustiada de Agda em sua busca eterna por conhecimento e transcendência, em contraponto às vozes da aldeia e de seus três homens e amantes, traz à cena questões sobre o feminino, intrínsecas à obra da autora.

O desejo de transcender a condição humana, de encontrar Deus, é um traço forte na vasta e diversificada obra literária de Hilda Hilst.

AGDA, fábula atemporal de caráter trágico narra a trajetória de uma “mulher maldita”. AGDA aborda questões fundamentais da existência humana, como a finitude da vida e a aparente incompatibilidade entre os desejos do corpo e do espírito, entre o sagrado e o profano.

O elenco representa os personagens femininos e masculinos – numa escala arquetípica, anima e animus – personificando essas duas energias opostas e complementares que compõem todo ser humano.

No desequilibrado mundo atual, o animus oprime a anima, resultando numa violência que permeia as relações entre as pessoas, e entre as pessoas e o restante da natureza.

É contra esse estado de coisas que se contrapõe a voz feminina, lírica e angustiada de Agda, na afirmação de sua singularidade, na demonstração de sua ‘força-não-violenta’, na busca eterna do conhecimento e da transcendência, tornando ainda mais valioso o desafio de montar o texto nos dias atuais.

Atuação: Alice Possani, Melissa Lopes e Verônica Fabrini

Texto Original: Hilda Hilst

Direção e Adaptação: Moacir Ferraz

Iluminação: Alice Possani e Moacir Ferraz

Figurinos: Juliana Pfeifer e Sandra Pestana

Cenografia: Juliana Pfeifer

Orientação Tango: Natacha Muriel e Lucas Magalhães

Trilha sonora: Mauro Braga e Silas Oliveira

Fotografia: Maycon Soldan e Anabela Leandro

Identidade Visual: Léo Ferrari

Produção: Cassiane Tomilhero e Quesia Botelho

Realização: Grupo Matula Teatro e Boa Companhia

Duração: 60 min.

Classificação Etária: 18 Anos


 

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