Iniciamos nossas atividades em São José dos Campos com duas apresentações do Jogos Cortazianos.

Na chegada a cidade, fomos recebidos pelos companheiros André Ravasco (Cia do Trailer) e Fernando Rodrigues (Laboratório Teatro Químico), que junto a outros artistas e coletivos mantém o Teatro da Rua Elisa, espaço cultural com atividades permanentes na cidade.

A primeira intervenção foi às 11h, na Rua Sete de Setembro, em pleno calçadão central; e a segunda no final da tarde, na Praça Afonso Pena.

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Na primeira, o calor e o agito do quase meio-dia, num calçadão cheio de gente passando, curiosos que paravam embaixo dos toldos das lojas pra se esconder do sol e acompanhar os jogadores em ação.

Na segunda, o friozinho do final da tarde e o desacelerar depois de findos os trabalhos do dia, menos correria e mais contemplação.

Em ambas, um misto de curiosidade, estranhamento: o olhar curioso que pergunta, que escuta um pouco dos sons que estamos ouvindo nos fones e sorri; alguns arriscam movimentos contidos, de um corpo que quase quer dançar; outros que acompanham e perguntam em desejo de entender; muitos que soltam seus balões preenchidos das mais diversas palavras e agradecem.

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Em São José dos Campos comemos bolo com os motoristas de táxi, fomos convidados a integrar o partido nacional corintiano, celebramos o aniversário de um desconhecido, vimos a moça que colocou os fones e respirou o espaço como um tigre.

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E a partir daí seguimos nossa jornada de ações na cidade, em direção a Escola Municipal de Ensino Fundamental Profa. Ana Berling, onde passamos de sala em sala convidando os alunos do EJA (Ensino de Jovens e Adultos) para as apresentações dos dias seguintes.

Fomos recebidos pela diretora Carminha, que além de abrir as portas para que pudéssemos convidar os alunos, suspendeu as aulas da sexta-feira para que alunos e professores fossem ao teatro assistir IMAGO – Uma lua n’água.

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Na sequência, realizamos uma conversa entre o público presente – que incluía os alunos do EJA e também estudantes de teatro – e os atores do Matula. Nessa conversa, o público pode perguntar sobre o espetáculo, sobre a preparação dos atores, sobre a obra do escritor Julio Cortázar. Alguns alunos do EJA demonstraram interesse em fazer um curso de teatro e, ali mesmo, puderam trocar informações com os alunos e professores presentes sobre a oferta de cursos na cidade, alguns subsidiados pelo governo municipal.

Encontros como esse dão sentido a cada quilômetro rodado, cada minuto de ensaio, cada dificuldade técnica, e nos ajudam a relembrar porquê e para quê fazemos o que fazemos, como fazemos.

Obrigada São José dos Campos, Teatro da Rua Elisa, Laboratório Teatro Químico, Carminha, alunos da EMEF Profa. Ana Berling, funcionários do Cine Santana!

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