Chuva Pasmada é um espetáculo resultante da parceria entre Alice Possani, integrante do Grupo Matula e Eduardo Okamoto, um dos fundadores do grupo e que desde 2005 segue carreira solo.

Sinopse

Indecisa entre céu e terra, a chuva não cai: uma chuvinha suspensa, leve pasmada, aérea. Ninguém se recordava de um tal acontecimento. Aquele lugar poderia estar sofrendo maldição.

“Chuva Pasmada” encena o conto homônimo do escritor moçambicano Mia Couto. O espetáculo, no entanto, não procura, em chão de África, a imagem da terra árida; entrevê, nas relações humanas, centelhas de gotas que não se desempenham.

A chuva é o Avô que, em rio seco, mingua sonhos de navegar até o mar. É o Pai que, estancado junto à vida, não é o mais velho, mas o mais envelhecido de todos. É a Mãe, segredando com a chuva, mistérios de mulher e de água. É o Filho amanhecendo conhecimentos de vida e de morte. É a Tia que, sem cumprir a estação do matrimônio, recolhe-se em reza de cruz e rosário. Como uma inundação sem chão, esta chuva é cada um e, ao mesmo tempo, todos nós, que nascemos água e morremos terra.

No espanto de uma chuva que não cai, “Chuva Pasmada” esconde-nos, como em enigma, a imagem oposta: sonho e intenção de um rio sobrando da terra. No fluir infindo de uma correnteza sempre nascendo, reiventamo-nos outros – sempre! “Chuva Pasmada” lembra-nos: há rio e canoa. Façamo-nos, nós mesmos, remos.


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Release

O espetáculo “Chuva Pasmada” fundamenta-se na obra de Mia Couto. A gênese deste processo criativo, no entanto, não se limita à matéria literária: inclui os festejos de dez anos de trabalhos do ator Eduardo Okamoto e do Grupo Matula Teatro. Chuva é celebração.

O espetáculo marca o reencontro de Alice Possani, atriz do Matula, e Eduardo Okamoto, fundador deste grupo e que, a partir de 2005, seguiu carreira solo. Em 2010, ano de estréia deste novo trabalho, ator, atriz e grupo completam dez anos de trajetórias (às vezes em caminhos próximos; outras, autônomos).

E se o texto de Mia Couto é escrita de passagens – tratando de amor, crescimento, amadurecimento, morte -, esta “Chuva” é também trânsito para novas experiências. É certo que há de se celebrar os dez anos em que jovens artistas de teatro se dedicam a um projeto artístico de longo prazo, construído no tempo – que sempre nos faz outros. Mas também há de se celebrar os anos vindouros que o tempo precedente aponta. Esta nossa chuva, que nunca esteve pasmada, há também de preparar para o fluir de um rio sempre nascente.

Na abertura ao novo, os atores aproximaram-se de outros artistas, como o encenador Marcelo Lazzaratto e o dramaturgo Cássio Pires. Ambos, com linhas de estudo distintas daquelas que marcam as trajetórias de Matula e Okamoto, puderam referenciar a criação com novos procedimentos - como o uso da palavra, matéria pouco explorada em trabalhos anteriores fundados em linguagem corporal. Na reunião das diferenças, realizamos em processo criativo a provocação de Mia Couto: coração sempre começando no peito de outra pessoa.


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Ficha Técnica

Texto Original: Mia Couto
Dramaturgia: Cássio Pires
Direção, iluminação e trilha sonora: Marcelo Lazzaratto
Atuação: Alice Possani e Eduardo Okamoto
Figurinos e Cenografia: Warner Reis
Música: Michael Galasso
Arte Gráfica: Alexandre Caetano
Fotografia: Fernando Stankuns
Produção: Daniele Sampaio e Grupo Matula Teatro
Documentação: Paula Diana
Duração: 70 min


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Chuva Celebrada

O espetáculo “Chuva Pasmada” fundamenta-se na obra de Mia Couto. A gênese deste processo criativo, no entanto, não se limita à matéria literária: inclui os festejos de dez anos de trabalhos do ator Eduardo Okamoto e do Grupo Matula Teatro. Chuva é celebração.
O espetáculo marca o reencontro de Alice Possani, atriz do Matula, e Eduardo Okamoto, um dos fundadores deste grupo e que, a partir de 2005, seguiu carreira solo. Em 2010, ano de estréia deste novo trabalho, ator, atriz e grupo completam dez anos de trajetórias (às vezes em caminhos próximos; outras, autônomos). 
            E se o texto de Mia Couto é escrito de passagens – tratando de amor, crescimento, amadurecimento, morte -, esta “Chuva” é também trânsito para novas experiências. É certo que há de se celebrar os dez anos em que jovens artistas de teatro se dedicam a um projeto artístico de longo prazo, construído no tempo – que sempre nos faz outros. Mas também há de se celebrar os anos vindouros que o tempo precedente aponta. Esta nossa chuva, que nunca esteve pasmada, há também de preparar para o fluir de um rio sempre nascente.
            Na abertura ao novo, os atores aproximaram-se de outros artistas, como o encenador Marcelo Lazzaratto e o dramaturgo Cássio Pires. Ambos, com linhas de estudo distintas daquelas que marcam as trajetórias de Matula e Okamoto, puderam referenciar a criação com novos procedimentos - como o uso da palavra, matéria pouco explorada em trabalhos anteriores fundados em linguagem corporal. Na reunião das diferenças, realizamos em processo criativo a provocação de Mia Couto: coração sempre começando no peito de outra pessoa.


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Necessidades Técnicas

Espaço:
Área de atuação com dimensões mínimas de 8m x 8m.

Iluminação:
Mesa com 24 canais, 10 PCs de 1000W, 16 Fresnel, 06 Elipsoidais, 14 Par, 4 torres laterais.

Som:
2 aparelhos de cd com controle de áudio independentes, caixas de som compatíveis com o espaço.

Mapa de Luz:





Currículos da Equipe

Eduardo Okamoto (Ator)

É ator graduado em Artes Cênicas, Mestre e Doutor em Artes pela Unicamp. Desde 2000, pesquisa o trabalho de ator sob orientação do Lume - Núcleo Interdisciplinar de Pesquisa Teatrais da Unicamp.
Seu espetáculo solo “Agora e na Hora de Nossa Hora” cumpriu temporada em São Paulo e foi apresentado em alguns dos principais festivais de teatro do Brasil, entre eles: Filo (Londrina); FIT S. J. Rio Preto; Cena Contemporânea de Brasília; riocenacontemporanea (Rio de Janeiro). Em diversos festivais nacionais o trabalho foi agraciado com prêmios. No exterior, destaca-se a participação do espetáculo nos seguintes eventos: Festival Internacional de Teatro de Lugo e Festival Internacional de Teatro de Santiago de Compostela (Espanha); Festival Internacional de Teatro de Lugano (Suíça); Skena Up International Film and Theatre Festival, em Prístina (Kosovo); e Festival Internacional de Expressão Corporal, Teatro e Dança de Agadir, no Marrocos, onde foi contemplado com o premio de melhor ator do evento.

É autor do livro “Hora de Nossa Hora: o menino de rua e o brinquedo circense” (Editora Hucitec, 2007). A publicação analisa o processo de montagem de “Agora e na Hora de Nossa Hora”, iniciado com oficinas de circo para meninos de rua.

Foi um dos fundadores do Grupo Matula Teatro, atuando nos espetáculos: “Vizinhos do Fundo” (2001), “Versão Vida Cruel” (2004) e “Gosto de Terra” (2005). Em 2004, junto com a Boa Companhia, realizou o espetáculo “Mr. K e os artistas da fome”, que estreou na Mostra Oficial do Festival de Curitiba e, em 2006, fez parte do projeto Copa da Cultura, realizando apresentações, demonstração técnica e oficinas na Alemanha.

Atuou em vários projetos sociais com crianças, adolescentes, grupos de terceira idade, líderes comunitários do Orçamento Participativo de Campinas e população de rua.

Em outubro de 2008, estreou no SESC Campinas o espetáculo “ELDORADO” que, no 1º semestre de 2009, cumpriu temporada de 3 meses em São Paulo, contemplado pelo edital Vitrine Cultural. Apresentou-se também nas unidades do SESC São Carlos, Ribeirão Preto, Piracicaba, São José dos Campos e Araraquara. Foi espetáculo convidado na edição do FILO 2009 e na Mostra de Teatro de Presidente Prudente. Participou, ainda, dos festivais: Semana do Teatro do Maranhão, FIT São José do Rio Preto, Floripa Teatro, Cena Contemporânea de Brasília, Caxias em Cena, IV Fentepira. Em dezembro de 2009, executou o projeto “ELDORADO RUMO A ELDORADO”, contemplado pelo ProAC 2009, revisitando as cidades pesquisadas durante a criação do espetáculo, realizando 08 apresentações em Miracatu, |guape, Cananéia e Eldorado. Cumpriu a segunda temporada em São Paulo em abril e maio de 2010 no Teatro Cacilda Becker.

Entre maio e julho de 2010, executou o projeto “10 ANOS POR UMA ESCRITA DO CORPO”, contemplado com o Prêmio FUNARTE MYRIAM MUNIZ DE TEATRO 2009, realizando 10 apresentações nas seguintes capitais: Natal-RN, Belém-PA, Goiânia-GO, Belo Horizonte-BH e Porto Alegre-RS.

Por sua atuação em “ELDORADO”, Eduardo Okamoto foi indicado ao Prêmio Shell 2009 na categoria de Melhor Ator.



Marcelo Lazzaratto (Diretor convidado)

Ator e diretor formado pelo Departamento de Artes Cênicas da ECA – USP, é Prof. Doutor em Interpretação Teatral no Departamento de Artes Cênicas da UNICAMP. Em 2000 cria a Cia. Elevador de Teatro Panorâmico, na qual exerce a função de diretor artístico, tendo realizado, entre outros, os espetáculos: “A Ilha Desconhecida”, adaptação da obra de José Saramago, “Loucura”, compilação de textos a respeito do tema; “A hora em que não sabíamos nada uns dos outros”, de Peter Handke; o espetáculo processual “Amor de Improviso”; “Peça de Elevador”, de Cássio Pires; “Ponto Zero”, a partir da obra de Salinger, Kerouac e Godard e “Eu estava em minha casa e esperava que a chuva chegasse”, de Jean-Luc Lagarce.

Também como diretor encenou, entre outras,“Terror e Miséria no 3º Reich”, de Bertolt Brecht, “Mal Necessário”, de Cássio Pires; “Enamorados”, adaptação de “Fragmentos de um Discurso Amoroso”, de Roland Barthes; “Noite de Reis” de William Shakespeare; “O Jardim das Cerejeiras”, de Tchecov; “Comédia da Vaidade”, de Elias Canetti; “O Sonho”, de August Strindberg; “As Feiticeiras de Salém”, de Arthur Miller; “Intersecções: Peças Curtas de Harold Pinter”; “A Morta”, de Oswald de Andrade, “A Entrevista”, de Samir Yazbek, indicada ao Prêmio Shell 2005; “Pai”, de Cristina Mutarelli, “O Rei dos Urubus”, de Leo Cortez; “Esperando Godot”, de Samuel Beckett e “O Homem a Besta e Virtude”, de Luigi Pirandello, indicada ao Prêmio Shell 2008; “Eldorado”, de Santiago Serrano.

Durante dez anos integrou a Cia. Razões Inversas sob direção de Marcio Aurélio onde participou como ator, entre outros, dos espetáculos: “A Bilha Quebrada”, de Kleist, “Senhorita Else”, de Schnitzler, “Maligno Baal o Associal”, de Brecht e “A Arte de Comédia”, de Eduardo de Filippo. No ano de 2004, junto com a Boa Companhia de Campinas, atuou em “Josefina, a Cantora”, de Franz Kafka.

Por seus trabalhos em dramaturgia, foi contemplado com cinco prêmios, entre os quais se destacam o Prêmio Estímulo de curtas-metragens da Secretaria de Estado da Cultura (2003), o 2º lugar no Prêmio Plínio Marcos (Secretaria de Estado da Cultura, 2002) e a menção honrosa do Concurso Nacional de Literatura de Belo Horizonte (2002). Mais Um integra o livro Cia dos Dramaturgos – volume 1.


Cássio Pires (Dramaturgo convidado)

Cássio Pires é Mestre em Artes Cênicas e Bacharel em Letras pela Universidade de São Paulo. Escreveu, entre outras, Vigília, encenada no Intercity Festival 2007 (Teatro della Limonaia, Florença, Itália); Perímetro, desenvolvida durante o II Workshop de dramaturgia do Royal Court Theatre em São Paulo e integrante dos ciclos de Leituras Dramáticas do Intercity Festival 2004 e do festival Tramedautore 2005, realizado no Piccolo Teatro, de Milão; Peça de Elevador, encenada pela Cia Elevador de Teatro Panorâmico; Mal Necessário, encenada na II Mostra de Dramaturgia Contemporânea do Teatro Popular do SESI; Mais Um e Para um banho depois da tarde, ambas produzidas pela Cia dos Dramaturgos. Trabalhou ainda em parceria com o Grupo XIX de Teatro (Rosa Indevida, experimento que inspirou a criação do espetáculo Arrufos) com a Cia Estável e com o Grupo Matula Teatro.

Por seus trabalhos em dramaturgia, foi contemplado com cinco prêmios, entre os quais se destacam o Prêmio Estímulo de curtas-metragens da Secretaria de Estado da Cultura (2003), o 2º lugar no Prêmio Plínio Marcos (Secretaria de Estado da Cultura, 2002) e a menção honrosa do Concurso Nacional de Literatura de Belo Horizonte (2002). Mais Um integra o livro Cia dos Dramaturgos – volume 1.


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